As 5 macrotendências para a inovação

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Iza Dezon, da consultoria Peclers Paris (Foto: Rafael Jota/Editora Globo) um título
Via: Revista PEGN

Segundo Iza Dezon, da consultoria Peclers Paris.

1- Identidades plurais
“Uma das tendências que irá definir o futuro é a fluidez das identidades. Nós não seremos mais definidos apenas pelas nossas profissões, podemos ser várias coisas ao mesmo tempo”, afirma Iza. Isso quer dizer que o indivíduo – portanto, o público consumidor – terá um caráter cada vez mais fluido, transitório e espontâneo. Exemplo disso são artistas e figuras públicas que rompem com padrões de gênero.

A partir dessa concepção, vale a pena explorar territórios como o empoderamento do consumidor e se libertar da ideia de segmentação do público. Como conta Iza, é válido investir em conquistar clientelas que normalmente são excluídas de determinados setores no mercado.

2 – Reconquista do espaço interior
“Falamos muito de tecnologia hoje e vivemos grande parte dos nossos dias “fora” de nós mesmos. Porém, é válido comentar sobre a ideia de reconquistar nosso espaço interior e apostar em ideias que valorizem o intrapessoal”, diz Iza.

Exemplo disso são o campeonato de descanso mental em Seul (Coreia do Sul) – uma disputa para ver quem consegue ficar mais tempo relaxado – e a aposta em atividades para o autoconhecimento (como ioga, por exemplo). “Costumamos pensar que só os outros são criativos. Porém, dentro de nós, há um universo de grande criatividade apenas esperando para ser acessado”, completa a consultora.

 3 – Resiliência
“Precisamos celebrar nossa identidade coletiva como sociedade. Às vezes, criamos barreiras que nos separam. Porém, quando criamos uma resiliência coletiva, podemos recuperar traumas juntos e ser capaz de ouvir o outro”, diz Iza.

Exemplos de projetos que têm explorado esse lado humano e social são iniciativas de recepção de refugiados por países europeus e negócios de impacto social, por exemplo. “Muito se diz sobre os millenials e que eles ganham menos do que as gerações passadas. Porém, eles são a geração mais coletiva que já existiu”, completa a consultora.

 4 – Vivendo em simbiose
As pessoas têm se entregado cada vez mais ao mundo selvagem. Como aponta Iza, a sociedade tem se inclinado a trocar viagens a grandes cidades para destinos com mais natureza. “Há também a tendência de se enxergar a natureza como um espaço de poderes místicos e a ideia de que cada um de nós é um ecossistema por si só”, diz Iza.

Para empreender nisso, é possível apostar em conceitos de alta reciclagem e em projetos que promovam um retorno ao selvagem e ao mundo primitivo.

 5 – Conquistando as tecnociências
Precisamos superar o medo de que as máquinas irão nos ultrapassar ou nos controlar, afirma a consultora. Pelo contrário, as novas tecnologias propõem modelos de negócios nos quais o ser humano pode usar a inteligência artificial como forma complementar ao seu dia a dia.

“Nós podemos personalizar as tecnologias e criá-las de formas a serem fluídas para prestar serviços a clientes. É o caso dos bots, que vêm sendo usados por diferentes empresas”, completa.

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