Para agências, Rio2C é oportunidade de sair da bolha

Focado nos negócios do setor audiovisual, o Rio Content Market – antiga versão do Rio2C – não costumava ser um evento frequentado por profissionais de agências de publicidade. Neste ano, no entanto, a reformulação da Conferência acabou atraindo um novo público, inclusive aqueles que estão diariamente nas bancadas de criação com a missão de criar mensagens que convidam o público a consumir produtos e serviços.

Com uma agenda que também abordou o universo do conteúdo de marca e todas as suas variações ( como branded content e branded publishing), o Rio2C tornou-se também um ponto de encontro para profissionais de agências acompanharem as novidades do setor audiovisual e, além disso, encontrarem inspirações para criarem ações, campanhas e cases que demandam cada vez mais entretenimento e conteúdo interessante por parte do público.

“Nunca tinha vindo ao Rio2C e estou impressionado com o tamanho do evento e com a agenda interessante de conteúdo. Assim que cheguei, me perguntei porque não havíamos estado aqui nos anos anteriores”, questiona Guilherme Jahara, CCO da Fbiz e um dos participantes do Summit Rio2C by Meio & Mensagem, uma programação especial de debates feita na terça-feira, 4, que contou com curadoria do Meio & Mensagem e reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a evolução do conteúdo na publicidade e na relação das pessoas com as marcas, música e inovação.

Acompanhar as discussões da indústria de conteúdo audiovisual é importante para que os publicitários estejam mais bem informados daquilo que se tornou primordial em suas funções para os clientes: criar conteúdos interessantes. Essa é a opinião de Claudio Lima, vice-presidente de criação da Ogilvy, que viu na pluralidade de assuntos do evento um convite à exploração de outras áreas de conhecimento.

“Por mais que a gente reconheça a importância da inovação, no dia a dia acabamos condicionados a cair no tradicional formato de 30 segundos. A indústria de conteúdo nos traz coisas muito interessantes. A área de games, por exemplo, pelo qual me interesso bastante, têm exemplos ótimos de como é possível engajar pessoas em torno de algo que desperta interessa. Com séries, acontece a mesma coisa. No fim, tanto na área de conteúdo quanto na publicidade, é preciso manter o storytelling vivo. E quanto mais repertório tivemos sobre tudo, melhor será” destaca Lima.

Buscar inspiração e informação em eventos de outras áreas também é algo defendido por André Kassu, sócio e CCO da CP+B Brasil. O profissional, que moderou o painel “Comportamento e dinâmica: criando para a skip generation” – que abordou justamente os desafios de impactar jovens que evitam a publicidade – acredita que falta aos criativos frequentar ambientes diferentes de seu negócio tradicional.

“Profissionais de agência deveriam procurar mais por eventos em que os profissionais de agência não sejam uma maioria. É preciso quebrar um pouco esse ciclo, a renovação só sai do discurso quando a gente se permite experimentar e percorrer outros caminhos”, comenta Kassu.

Jahara, da Fbiz – que também participou do mesmo painel moderado por Kassu – acrescenta que novos ares são fundamentais para quem deseja obter sucesso no atual cenário da publicidade.

“É muito importante sair da bolha. Quando você vem a um evento que te traz novas informações sobre produção, conteúdo de TV, plataformas de VOD, música e inovação, isso, de alguma maneira, acaba tendo um impacto nos próximos trabalhos que você for desenvolver”, frisou.

Claudio Lima também procurou aproveitar o evento para se aprofundar em uma das principais lições trazidas pelos debates do Rio2C: a de que a publicidade precisará cada vez mais abraçar o conteúdo para competir pela atenção das pessoas. “Não acredito que os publicitários terão de buscar algo que não pareça uma propaganda, uma mensagem comercial. A busca tem de ser por algo que o público queira ver. E isso só é possível quando há conteúdo interessante. Temos de aprender a fazer esse conteúdo”, declarou.

Para Kassu, no entanto, mais do que participar de eventos de outros segmentos, é necessário que os profissionais de agências também se disponham a aplicar as reflexões aprendidas em seu dia a dia. “Estar em ambientes diferentes é fundamental porque amplia nosso conhecimento, abre novas conversas, sai da panela. O desafio é sair do discurso, do textão de ‘coisas que aprendi quando fui no evento tal’ e colocar na prática. E isso ainda estamos fazendo de menos”, conclui.

Via: Meio e Mensagem

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