Consumidor do Futuro: WGSN indica as marcrotendências para 2019

Julia Curan, consultora da WGSN, falou sobre as principais tendências criativas e de comportamento para o próximo ano. O resgate da intuição e um novo olhar sobre cultura terão papel importante na área de negócios

Para ser assertivo nas prováveis novidades do futuro, é fundamental compreender o presente. Reconhecida por especialistas como a maior empresa em previsão de tendências do mundo, a World Global Style Network (WGSN) marcou presença no Whow! com o painel “Visão para 2019”.

A apresentação foi conduzida por Julia Curan, consultora da WGSN, e reuniu as principais macrotendências para o consumo, comportamento e inovação em 2019. Dividida por eixos temáticos, a palestra pontuou que a velocidade das mudanças nos obrigam a criar realidades alternativas, de modo que a coletividade e o instinto terão peso fundamental no processo de tomada de decisão.

Human Nature – a importância de seguir o instinto

A ideia de que a tecnologia vai substituir o homem em diversas demandas podia até fazer sentido em previsões sobre o futuro que foram projetadas até aqui. Curan observa que o instinto vai voltar a ter um papel fundamental no mundo dos negócios.

“Começamos a olhar para esses instintos, a nos conectar com os animais para pensar em outras formas de nos sentirmos bem. Voltamos a acreditar na nossa intuição. Estudo feito pelo Economist aponta que 80% dos executivos não tomariam uma decisão, mesmo com todas as informações assertivas, se a intuição não indicar para que isso ocorra”, explica.

Há estudos indicando que as vísceras tem mais impacto na nossa saúde do que o nosso DNA. Uma ponderação feita no painel é que o “instinto visceral” vai recuperar sua importância no mundo de negócios. Julia disse que um estudo da Cambridge University, feito com 18 grandes empresas, concluiu que os negociantes atentos às sensibilidades e aos sinais do corpo possuem mais sucesso que as pessoas que não dão importância a isso.

Dark Wonder – a tecnologia não caminha sem o humano

Embora todas as projeções sobre inovação apontassem que a máquina substituiria determinadas funções feitas pelo homem, Curan destacou que a tecnologia não deverá substituir as funções criativas.

“Existe uma fantasia em torno do encontro entre tecnologia e o humano. Acredito que a tecnologia só vai funcionar quando ela entrar em conjunto com os humanos”, diz.

Outro conceito que foi abordado dentro da relação entre homem e tecnologia foi a imersão sinestésica. Essa definição corresponde à tentativa de aguçar os cinco sentidos por meio de experimentos tecnológicos. A união desse dessa experiência resultará em uma hiperhumanidade, que é a sensação de que as pessoas se tornam mais humanas, ou humanas do futuro, quando existe uma tecnologia andando em conjunto.

Worldwood – o conceito de cultura é ressignificado

Essa macrotendência fala sobre multilocalidade, a ideia de que cada vez mais não sabemos de onde as pessoas são, ou de que somos de muitos lugares. Para Curan, estamos experimentando novas noções de cultura, de modo que ela vira o agente fundamental para conectar pessoas, mais do que a própria nacionalidade, por exemplo.

“Quando falamos em desocidentalização cultural, percebemos que tudo que é pensado em campanhas e até mesmo em culturas ainda é voltado esteticamente pro ocidental. Essa noção de influência se pulveriza e essas culturas urbanas começam a ganhar cada vez mais espaço”, detalha.

Êxodo urbano

Embora os estudos apontem que a população rural vá ficar cada vez menor, existe um movimento contrário de pessoas que estão esgotadas emocionalmente e financeiramente devido aos reflexos do caos urbano, os chamados viajantes urbanos. Um exemplo abordado na palestra para atender a esse público foi a Responsive Home, localizada em Nevada, Estados Unidos. Os proprietários perceberam que precisavam criar casas que pudessem ser mais personalizadas, de modo que é possível criar espaços modulares como home office, sala fitness, entre outras funcionalidades.

Mundo de símbolos

A palavra emoji foi considerada a palavra do ano de 2015 pelo Oxford. Embora a maioria das pessoas interpretem de forma cômica, isso revela como a linguagem de símbolos foi incorporada ao vocabulário não verbal do homem moderno.

Julia Curan avalia que essa forma de comunicação vai permitir um contato que não vai mais ser dependente do idioma de origem. “Nos comunicamos muito mais por símbolos. Vamos conseguir nos comunicar de outras maneiras além da fala, isso vai conduzir o design e as indústrias criativas no geral”, avalia.

Fonte: Whow!  – Escrito por Vinicius Gonçalves

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