Cuidado com estes 10 Assassinos da Inovação

“Cuidado” e “Assassinos”, por um momento me senti dando notícia de segurança pública em um programa televisivo da hora do almoço… Só faltou eu dizer que “estamos sobrevoando o local para baiores inforbações”.

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Bem longe disso. Nos últimos dias eu estava aqui no meu condado particular, cercado de água, papéis, canetas e um notebook quente… Estudando alguns processos de inovação, tentando entender etapas, gates, stages e seus vários nomes diferentes.

Tenho certeza que você deve estar pensando: “esse cara chama ‘Loris’ e tem a audácia de falar que viu uns ‘nomes diferentes’… Tá bom! Tá certo…”

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E, em meio a tantos processos de inovação, observamos a busca de estruturar as etapas de forma a acertar mais no resultado final. Mas, aí fica uma pergunta… e quanto a errar menos? De certa forma já existem processos que buscam identificar pontos fracos de desempenho da empresa no processo de inovação, como é o caso da “Cadeia de Valor da Inovação”, metodologia proposta por Hansen e Birkinshaw.

Porém, fico aqui imaginando quantas vezes você já deve ter pensado em uma ideia interessantíssima, mas que não foi levada para frente e que poderia ter produzido uma melhora significativa como consequência… Talvez, evitar que grandes ideias sejam destruídas é tão importante quanto fomentar novas grandes ideias.

Pesquisando cheguei a um cara chamado Thomas Koulopoulos que se define como ”futurista, palestrante, escritor, visionário e líder”, autor de 10 livros e fundador do Grupo Delphi (que foi nomeado como uma das empresas privadas de mais rápido crescimento nos EUA pela Inc. Magazine) entre outras façanhas.

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Tom Koulopoulos e o seu olhar sedutor

O grego (com esse sobrenome esse cara só pode ser grego) destacou 10 comportamentos traiçoeiros, observados em seus mais de 30 anos de experiência, e que prejudicam o processo de inovação, eliminando a grande maioria das ideias, sem nem desenvolvê-las. São os chamados: Assassinos da Inovação.

Não imagine estes assassinos como tentativas mal-intencionadas, são apenas comportamentos, de pessoas bem-intencionadas, mas que preferem o status quo ao invés da inovação.

E aí o Tom Koulopoulos faz o apelo de que, para alterar esses comportamentos nós encontraremos resistência, devido à costumeira visão das pessoas de achar que a inovação é como mágica… tipo aquele outro comum pensamento de que a criatividade é uma capacidade inata, e que não pode ser desenvolvida… E que também é um pensamento absolutamente enganoso, um Assassino de Ideias.

A realidade é que a inovação é um processo que pode ser gerenciado, fomentado e alimentado, assim como a criatividade. Mas, como todo processo, ela pode ser prejudicada, então é sempre bom tomar cuidado com estes assassinos que o Tom revelou à Interpol.

1. Acreditar que a inovação vai simplesmente acontecer

Mais ou menos assim: de uma hora pra outra, num passe de mágica, provavelmente brotando no seu jardim ou caindo do céu. Tipo aquelas ideias que vêm “do nada”. OK, nem a inovação nem as ideias vêm “do nada”. A inovação precisa de um processo proativo que identifique, valide e nutra ideias em valor. O desafio é que a maioria esmagadora das ideias não será aprovada e, sem um processo, você não apenas ignorará as que não são valiosas, como também ignorará aquelas que são valiosas.

2. Dizer a todos para “pensar fora da caixa”, fazer uma sessão de brainstorming e, depois, encerrar o dia

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E ir para casa, descansar tranquilo, afinal de contas pensar fora da caixa e brainstorm são infalíveis e todo mundo fala que é legal pra caramba. Já vi casos onde autores contestam a eficácia de um brainstorm (previsibilidade de ideias, falta de preparação e de foco, etc.). As grandes ideias são as sementes da inovação, mas não são a inovação propriamente dita. A ideia precisa ser avaliada e guiada por estágios. Empresas que obtêm inovação criam, implementam, comunicam e formalizam um processo para apoiar a inovação, de uma forma em que todos possam participar.

3. Colocar o sucesso da inovação apenas nos ombros de seus tecnólogos

Participatividade: grandes ideias podem vir de qualquer direção. Isso sem falar que esta possibilidade de integração promove a motivação da equipe. A tecnologia deve apoiar a inovação e não liderá-la. Isso ocorre porque a inovação é, primeiramente, uma questão de cultura corporativa. Qualquer pessoa em uma organização deve ser capaz de enviar uma nova ideia para avaliação.

4. Criar obstáculos para a criação de ideias

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Se você quiser ser um serial killer do espírito inovador, é só forçar as pessoas a se afastarem de seus trabalhos regulares para construir suas novas ideias por conta própria. As ideias precisam de duas coisas: um lugar seguro para se formar e de recursos. Elas precisam ser protegidas por tempo suficiente para serem avaliadas e, depois, evoluírem. Ao tornar esse processo pesado, as pessoas o evitarão e as ideias simplesmente vão definhar ao invés de florescer.

5. Ver o “diferente” e o “novo” como ruim

Dragões que vieram para destruir o reino. Um chama “Novo”, o outro “Diferente” e os dois cospem labaredas de fogo. É fato que toda grande idéia, produto ou serviço será eventualmente superado por um melhor. No entanto, ter medo do “novo” é fator impeditivo. Porque se você não enfrentar o processo de mudança, compreendê-lo e implementá-lo, alguém fará, e não necessariamente na sua empresa, mas em uma outra do seu setor, e é aí que está o problema.

6. Entregar as boas ideias aos departamentos Jurídico e Contabilístico

As ideias são frágeis e podem ser facilmente quebradas e esmagadas. Por um lado, faz sentido deixar que o Jurídico ou a Contabilidade cuidem das ideias, já que alguns dos maiores problemas com a proteção de novas ideias são legais e financeiros. Mas, estas funções não têm recursos para desenvolver a ideia. Por isso é importante criar um espaço protegido, chamado “Zona de Inovação”, onde os recursos estão disponíveis para avaliar e desenvolver novas ideias.

7. Ter muito, muito medo de falhar

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Trago verdades: você irá falhar com frequência. E esta é uma importante parte do processo, porque o sucesso vem do aprendizado sobre as falhas. Se você não testa, você não falha, se você não testa você não inova. Apenas falhe rápido e passe para a próxima ideia. Você não é o único que vai errar.

8. Inovar somente quando precisar

A tão sonhada terra do conforto…. longe dos erros e dos riscos! É tentador inovar sob demanda: parece custar menos, você se concentra em oportunidades específicas e solta um grito de guerra quando uma crise se aproxima. O grande problema é que a crise, apesar de ser um fator motivador, é também a maneira mais cara de inovar em termos de custos, recursos e imagem.

9. Deixar isso para os “inovadores”

Cada organização tem um punhado de pessoas que são consideradas os gurus do pensamento. Às vezes, eles são os líderes, outras vezes indivíduos bem qualificados e, às vezes, as pessoas encarregadas de apresentar grandes ideias. Aí desenvolve-se a crença de que é que somente esses grandes pensadores que podem ter grandes ideias. Ô louco, bicho! As ideias podem e devem vir de qualquer pessoa da organização. Concentrar-se apenas nas “grandes” ideias ou apenas nas “grandes” mentes é igualmente perigoso, pois cria barreiras para a inovação incremental e incentiva que as ideias a encontrem um outro ambiente onde possam ser expressas e implementadas.

10. Incentivar todos a enviarem suas ideias em um e-mail ou formulário online

Mesmo quando se esforçam para criar uma zona de inovação, as organizações cometem dois erros fatais. Primeiro, colocam uma pessoa de meio período no fim de um grande funil de novas ideias (ninguém pode acompanhar o fluxo e é muito fácil derrubar ideias que não se enquadram a um código definido). Em segundo lugar, as ideias definham, sem taxonomia para agrupá-las, combiná-las e tornar possível extraí-las. As ideias precisam ser tratadas com respeito. Quaisquer sistemas que você coloque em prática devem ter limites para a recepção e processamento de ideias.

Tenha cuidado com o fato de que esses comportamentos não mudam da noite para o dia. Eles exigem compromisso para estabelecer uma equipe responsável por estimular a inovação, estabelecendo uma Zona de Inovação, onde novas ideias possam criar raízes. Esse é um processo que leva tempo. Mas, os benefícios de superar esses Assassinos da Inovação, é a criação de uma cultura que encoraje as ideias e garanta que as melhores não acabem morrendo em silêncio.

ARTIGO VIA: INNOVATION EXCELLENCE

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