Escala de navios com inteligência artificial vence maratona de inovação

Uma escala de navios automatizada com inteligência artificial que antecipa informações para evitar improdutividade foi o projeto vencedor do primeiro “Hackaton dos Portos”, que aconteceu no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, durante o fim de semana. A maratona reuniu desenvolvedores por 30h para encontrar soluções ao setor no país.

O evento inédito reuniu 30 equipes, cada uma com quatro integrantes. Desenvolvedores, designers e profissionais da área de programação de Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal e São Paulo participaram da disputa. Entre os competidores havia adolescentes, universitários e pessoas que nunca tinham visto de perto um complexo portuário.

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‘Hackaton dos Portos’ reúne 120 participantes no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

O time ScaleUP, composto por Jairo Iglesias, Igor Halfeld, Ian Oliveira e Emerson Silva, recebeu a melhor avaliação dos jurados na noite de domingo (7). Eles apresentaram uma plataforma de automação de escalas portuárias que possibilitasse a maximização de squads (equipes multidisciplinares) e de equipamentos durante operação no terminal.

“Eles fizeram uma escala de navios, baseada em inteligência artificial, buscando a previsão do que está disponível em softwares, que já têm a geolocalização dos navios, com a previsão das marés e informações e regras inerentes da atracação”, explica a gerente de tecnologia da informação da Brasil Terminal Portuário (BTP), Fabiana Alencar.

A plataforma desenvolvida pelo grupo, segundo ela, possibilita que seja antecipada a escala e o planejamento de utilização do tempo ocioso dos portuários no cais. Era esse o objetivo inicial da maratona, divulgado antecipadamente, e tinha como elemento principal otimizar a jornada de trabalho de funcionários e aumentar a produtividade.

O time vencedor recebeu computadores e produtos de tecnologia. Em segundo lugar ficou o time Captrue, composto por Carlos Doki, Camila Doki, Lucas Doki e Ronilson Santos de Jesus, que desenvolveu um sistema de reconhecimento facial para os colaboradores que já mostra lista de tarefas a serem realizadas ao entrar no terminal portuário.

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Vencedores do primeiro ‘Hackaton dos Portos’ são premiados em Santos, SP — Foto: R. Konda/Divulgação

Em terceira posição, a equipe BTPlus, composta por Augusto Bondança, Carla Teodoro, Julio Cesar dos Santos e Matheus Catossi. O grupo apresentou, segundo a organização do evento, um projeto que interliga processos manuais a uma agenda dinâmica para estimular a evolução profissional dos trabalhadores portuários da instalação.

Dos participantes, pelo menos 25 times conseguiram concluir a maratona, cuja premiação ocorreu no auditório da Universidade Paulista (Unip), também em Santos. Todos os projetos apresentados, inclusive os não premiados, passam por avaliação do terminal portuário realizador para ser implantado e também ficam disponíveis ao mercado.

30h em 3 minutos

A maratona começou no sábado (6) pela manhã e foi encerrada no domingo (7), no início da tarde. Os integrantes das equipes se revezaram nos momentos de descanso e mobilizaram um furgão com 60 pizzas para se alimentarem durante a madrugada. A apresentação, de 3 minutos para cada, ocorreu durante a tarde e a noite na Unip.

“É como se fosse a oportunidade da sua vida com o tempo de deslocamento de um elevador, o pitch elevator. Ou seja, se você cruzar com o dono da sua empresa, o CEO, em um elevador e demorar 3 minutos para descer. É o tempo que você tem para apresentar o seu negócio. É a sua chance”, explica Luiz Simões, diretor da ModalGR.

Todos os projetos desenvolvidos ficam à disposição do mercado. “A ideia escolhida pelos jurados, claro, pode ser implementada no terminal, assim como distribuída pelo setor. E o mais interessante de momentos como esse é que essas mentes criativas trazem diversas soluções e todas podem ser aproveitadas”, comenta o gestor da IBM, Fernando Rych.

Para a gerente de tecnologia da informação da BTP, que sediou o evento, ações como essa evidenciam a modernização do setor. “Tira a imagem de que porto é uma coisa antiga e de que o portuário está carregando a carga nas costas, e mostra esse mundo de tecnologia que a gente trabalha hoje”, diz Fabiana Alencar.

ARTIGO VIA: G1

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